Cientistas da Microsoft Research demonstraram um sistema de armazenamento de dados baseado em vidro chamado Silica, que pode escrever e ler informações digitais em vidro comum.
O trabalho visa abordar um desafio de longa data no arquivamento digital.
A sílica armazena informações usando pulsos de laser ultracurtos que duram apenas alguns quatrilionésimos de segundo, conhecidos como femtossegundos (10⁻¹⁵ segundos).
Normalmente, esse tipo de luz laser passa pelo vidro sem interagir com ele.
A ideia de armazenar dados em vidro usando voxels gravados a laser não é nova.
Segundo a equipe de pesquisa da Microsoft, a Silica não introduz um novo princípio científico.
Um dos maiores avanços no estudo mais recente é o uso de vidro borossilicato comum em vez de sílica fundida, usada em pesquisas anteriores.
O sistema armazena informações em 301 camadas dentro de uma folha de vidro medindo 120 milímetros por 120 milímetros e 2 milímetros de espessura.
O estudo descreve duas maneiras de escrever dados no vidro.
O segundo método cria pequenas alterações no índice de refração local do vidro, em vez de formar pequenos vazios.
Para estimar quanto tempo durariam os dados, a equipe realizou experimentos de envelhecimento acelerado.
De acordo com o estudo, esta vida útil projetada é muito maior do que a das atuais tecnologias de armazenamento de arquivos, incluindo fitas magnéticas e discos rígidos.
O Silica da Microsoft Research é um novo sistema de armazenamento de dados baseado em vidro que pode armazenar o equivalente a cerca de dois milhões de livros em um pedaço de vidro comum do tamanho da palma da mão, e espera-se que os dados permaneçam legíveis por mais de 10.000 anos.
O sistema usa pulsos de laser ultracurtos de femtossegundos para criar pequenas marcas permanentes chamadas voxels dentro do vidro, permitindo que os dados sejam armazenados em centenas de camadas, em vez de apenas na superfície.